Como escolher uma placa eletrônica para o seu projeto?

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Sumário

O projeto.

Hoje em dia existem inúmeras placas e dispositivos disponíveis no mercado, extremamente semelhantes e que realizam funções iguais ou parecidas. Ao mesmo tempo que esta grande variedade possibilita uma melhor adequação ao seu projeto, dificulta na escolha por conta da quantidade de parâmetros. A grande questão é: Como escolher a placa certa para um determinado projeto? Vamos tentar responder essa pergunta aprofundando um pouco mais sobre o universo do Arduino. Em linhas gerais, o primeiro passo é listar quais dispositivos vão ser utilizados em seu projeto, o que eles vão realizar e suas características. Feito isso, é a hora de procurar qual placa atende essas exigências.

Principais diferenças das placas Arduino.

Normalmente quando pensamos em projetos Maker utilizando eletrônica, sensores e atuadores, logo pensamos na utilização de uma placa Arduino (clique aqui para saber mais) para facilitar o processo. Você sabia que existem diferentes tipos de placas Arduino?

De forma bem simplificada o que varia entre os modelos de placa Arduino são:

  1. Quantidade de entradas e saídas. Esta escolha depende de quantos acessórios e de que tipos você precisa conectar. Tem as digitais e analógicas, cada uma adequada a um tipo de acessório.
  2. Processador / Velocidade da CPU: A principal diferença é a velocidade do processamento.
  3. Tensão de operação: Cada placa trabalha com uma faixa diferente de voltagem. Influencia em como vai acionar os dispositivos acoplados. Varia de 2,7 a 12 Volts.
  4. EEPROM: De acordo com o tamanho é a capacidade que temos de armazenar dados de forma “permanente”, memória que não se perde mesmo sem estar energizado. Varia de 0 até 4 Kb.
  5. FLASH MEMORY: Onde fica armazenado o Sketch (código de programação). Variam de 8 a 256 Kb.
  6. SRAM: Onde os Sketchs criam e tratam as variáveis enquanto rodam. Variam de 1 a 96 Kb.
  7. UART: (Universal Asynchronous Receiver / Transmiter) – é o tipo mais antigo e simples de comunicação. Variam de 0 a 4.
  8. Conexões: Podemos conectar as placas de várias formas. Algumas já vem com conexão para alimentação, porta USB, … Outras necessitam conexões através de cabos soldados.

Nesse momento não vamos entrar a fundo nas especificações de cada modelo, apenas mostrar uma noção geral dos modelos mais comumente utilizados. Vale ressaltar que no site da Arduino (clique aqui) você encontra toda a documentação e especificações dessas e de tantas outras placas que são fornecidas pela empresa.

Arduino Uno.

O Arduino Uno pode ser considerado o modelo mais conhecido no mercado. O seu formato simplifica os encaixes dos componentes externos, pode ser alimentada pelo seu pino DC, possui um número razoável de portas e um preço relativamente baixo. Além disso, pode ser conectada aos computadores via cabo USB tipo B. É uma placa muito amigável para iniciantes sendo muito comum vê-la em kits de Arduino e em vários projetos de iniciantes. Por esse motivo, o nosso primeiro kit Maker Alva (clique aqui para saber mais), contempla um Arduino Uno, como cérebro do projeto.

Arduino Nano.

O Arduino Nano, diferentemente do Uno, possui um formato bem mais compacto, mas, sem perder o número de portas para conexão de dispositivos externos. Pode ser conectada aos computadores via cabo mini USB. Diferentemente do Uno, não possui pino de alimentação DC para fontes. De qualquer forma, continua sendo uma placa relativamente amigável e muito encontrada em projetos de pequenas dimensões.

Arduino Mega.

O Arduino Mega é uma versão turbinada do Arduino Uno. Possui um formato muito parecido, mas, pode-se ver que é mais comprido, possuindo um número bem maior de portas, ou seja, vários dispositivos externos podem ser conectados a ele. É ideal para projetos maiores, que demandam a utilização de muitos sensores e atuadores. Pode ser conectado aos computadores via cabo USB tipo B e possui um pino DC para alimentação.

Arduino Leonardo.

O Arduino Leonardo é extremamente parecido com o Uno em termos de formato e número de portas. A grande diferença é que ele tem a capacidade nativa de funcionar como um mouse e teclado de computador, ampliando as capacidades de um projeto para quem precisar desse tipo de funcionalidade. Pode ser conectado aos computadores via cabo micro USB e possui um conector DC de alimentação.

Placas baseadas em Arduino.

Como vimos existem inúmeros tipos de placas Arduino, entretanto, como os projetos Arduino são “abertos”, para que qualquer pessoa ou empresa desenvolva as suas próprias soluções com base nessas placas existentes, também existem no mercado as placas baseadas em Arduino. Acaba se tornando perfeitamente legal a criação de cópias ou clones das placas originais, apenas não podem ter a marca Arduino. Normalmente os fabricantes usam nomes começando com “Ard” ou terminando com “ino”. Além das placas que são realmente clones, existem os projetos baseados em Arduino, mas, que se tornam placas distintas das originais e podem trazer diferentes funcionalidades para os usuários.

Família de placas com ESP-8266.

Algumas das placas baseadas em Arduino mais conhecidas são as que possuem o microcontrolador ESP-8266. São placas que possuem de forma nativa a capacidade de se conectar com a internet via WiFi, ou seja, sem fio. Assim como as diferentes placas de Arduino, as placas com o ESP-8266 podem ter diferentes formatos, número de portas, formas de serem alimentadas e conexão com computadores para serem programadas. Para exemplificar vamos mostrar três exemplos:

ESP-01.

A placa ESP-01 é perfeita para projetos super compactos e que necessitam de pouquíssimos componentes externos, sem perder a conectividade Wifi.

Node MCU (ESP-8266).

A placa Node MCU possui maior número de portas e maior
memória interna, tendo um formato mais próximo ao do Arduino Nano com
conectividade WiFi, entretanto, não possui um pino DC para alimentação de uma
fonte externa.

Wemos D1.

A Wemos D1 tem praticamente as mesmas características da Node MCU, mas, um formato extremamente parecido com um Arduino Uno e possuindo um pino de alimentação DC.

Afinal, qual placa utilizar?

Uma pergunta frequente é: Qual é a melhor placa Arduino? Consideramos que a resposta correta para esta pergunta é que a melhor placa Arduino é aquela que melhor atende as características do seu projeto. Basicamente a escolha da placa correta, dependerá do objetivo do projeto, quais funcionalidades ele requer, orçamento, complexidade da programação e número de componentes externos a serem utilizados.

Fique ligado, pois, em breve, falaremos um pouco mais sobre os componentes externos (sensores e atuadores) que podem ser acoplados a essas placas!